20 fevereiro 2009

Sozinho



Não tinha como explicar, descrever, desenhar o que sentia naquele momento. Era um medo que vinha da espinha, passava pelas costelas, apertava o coração e congelava a alma. Cada respiração feita, cada gota de suor escorrendo pela testa como a gelar a pele, os ouvidos atentos, era como estar mais acordado do que nunca estivera. 

Fora parar atrás da poltrona de um pulo só, não sabia bem por qual lado, talvez por cima dela, não importa agora. O importante era o que vira, e tinha certeza do que seus olhos enxergaram: havia alguém na casa.

Seus pais estavam longe, em algum evento na cidade, e o telefone a distantes dois cômodos dali. Pensou em gritar. Não! Talvez não o tenha visto. Seria melhor sair devagar, sem fazer barulho. E assim o fez.

Agachado, atravessou todo o corredor por onde alcançaria a porta dos fundos. Estava mais confiante, conseguira controlar seu medo que, agora, o ajuda na difícil tarefa de tornar-se imperceptível, já que com aquele piso antigo, todo movimento era sentido.

Foi assim até chegar à porta e alcançar a fechadura. Faltava pouco agora, era só abrir devagar e... 

1 comentários:

nanddy disse...

Ai coitado! Como vc é mau!

Posso ficar com a pipoca dele?!
aiuiahauihuia

=*

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